Depois que o interlocutor designado pela Fifa para atuar junto ao Governo Brasileiro nos preparativos da Copa de 2014, o secretário geral da instituição, Jérôme Valcke, disse que o Brasil deveria levar um chute no traseiro devido a letargia na aprovação da Lei Geral da Copa, que tramita no Congresso Nacional, dentre outros assuntos, o clima ficou tenso em Brasília, em que parlamentares pediram o afastamento do cartola.
O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, não gostou do comentário infeliz do executivo da Fifa e chegou a dizer que o Governo não trataria mais com o secretário. No entanto, após um pedido de desculpas formal, o ministro voltou atrás. Analistas apontam que o quadro de tensão entre a Fifa e Palácio do Planalto poderia provocar um fato inédito na história da Copa que seria o cancelamento do mundial no Brasil. Apesar de as chances serem remotas, o risco não deve ser descartado, pois seria uma decisão da Fifa, que não anda muito contente com as preparações do torneio.
Lei da Copa causa atrasos
A Fifa tem reclamado muito que as obras de infraestrutura para a Copa estão atrasadas, e um dos entraves seria exatamente a aprovação da Lei Geral da Copa, que está dando pano para manga no Congresso. Isso porque a pauta vai contra a algumas exigências da Fifa. A entidade que administra o mundial exige que a venda de cerveja seja liberada, assim como vê restrições na meia entrada para maiores de 65 anos. Parlamentares alegam que as exigências da Fifa ferem a Constituição.
Copa provoca desgastes
Por outro lado intermediadores da Copa de 2014, que têm acesso aos parlamentares tentam a todo custo adequar o texto para agradar tanto a Fifa quanto ao Governo Dilma. Em janeiro, Valcke já havia reclamado da demora nos preparativos, principalmente em questões de transporte e hotelaria, como aponta reportagem publicada no portal G1.
